Prestes a assumir em Israel, Netanyahu fala de paz, mas não cita Estado palestino
Premiê israelense indicado falou em sessão especial do Parlamento.Governo, com participação de Likud e trabalhistas, assume terça-feira.
Da AFP, em Jerusalém
Na véspera de assumir o posto de primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu prometeu nesta segunda-feira (30) esforçar-se ao máximo para alcançar a paz com os vizinhos de Israel e com o mundo árabe, mas novamente não fez menção às aspirações palestinas a um Estado. "O governo que estou formando fará o máximo para alcançar uma paz justa e duradoura com todos os nossos vizinhos e com o mundo árabe em geral", disse Netanyahu em discurso ao Parlamento, um dia antes de seu governo prestar juramento.
O premiê designado de Israel, Benjamin Netanyahu, durante sessão do Parlamento nesta segunda-feira (30). (Foto: AFP)
Netanyahu discursou numa sessão para marcar o 30º aniversário do tratado de paz de Israel com o Egito. Os israelenses, afirmou ele, "reconhecem a paz genuína quando a veem", e o Estado judeu "responderá ao chamado" de todo líder árabe em busca de paz. Netanyahu, que é líder do partido de direita Likud, tem dito que negociará a paz com os palestinos, mas que pretende enfatizar questões econômicas em vez das territoriais, como habitualmente acontece nas negociações atualmente paralisadas. Ele não fez menção à criação de um Estado palestino junto a Israel. Autoridades palestinas dizem que o processo de paz não terá futuro sem um compromisso explícito dos israelenses com a "solução de dois Estados". No Parlamento, Netanyahu ouviu sem expressar reações o premiê Ehud Olmert, que está deixando o cargo, pedir que apoie claramente a criação de um Estado na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. "Dois Estados para dois povos. Não há alternativa", disse Olmert. "Estamos falando sobre um compromisso dramático, doloroso e que parte o coração, mas necessário." Ele instou Netanyahu a prosseguir com as negociações de paz indiretas do seu governo com a Síria, que faz fronteira com Israel ao norte.
Cargos
Netanyahu entregou ministérios a membros do Likud, concluindo os últimos retoques num governo que será dominado por facções direitistas e judaicas ortodoxas, mas que também incluirá o Partido Trabalhista (centro-esquerda). Ele deve fazer o juramento como primeiro-ministro numa sessão parlamentar com início às 17h no horário local (12h em Brasília) de terça-feira. A meta da criação do Estado palestino foi reafirmada na semana passada pelo presidente dos EUA, Barack Obama. Fontes políticas israelenses dizem que Netanyahu tenta marcar um encontro com Obama para o começo de maio em Washington. Houve preocupação no exterior com a indicação por Netanyahu do político ultranacionalista Avigdor Lieberman como chanceler. Lieberman é partidário da cessão de partes de Israel onde vivem muitos dos 1,5 milhão de cidadãos árabes do Estado judeu, em troca de assentamentos judaicos dentro da Cisjordânia
Dois navios com mais de 600 imigrantes a bordo naufragam na costa da Líbia
Número de mortos ainda é incerto, segundo as autoridades.Barcos tentavam entrar ilegalmente na Europa.
Dois barcos que levavam mais de 600 imigrantes ilegais para a Europa afundaram na costa da Líbia entre domingo e segunda-feira, segundo autoridades líbias e egípcias. O número de vítimas ainda é incerto. No domingo, um navio pesqueiro que levava mais de 250 imigrantes ilegais afundou na costa da Líbia, matando pelo menos 21 pessoas. A agência oficial egípcio Mena disse que dez egípcios teriam morrido e 36 estariam entre os sobreviventes. O barco teria deixado a costa norte da Líbia no domingo de manhã e rumado 30 km no Mediterrâneo até naufragar por conta de um buraco no casco. Em outro caso, segundo as autoridades da Líbia, um barco naufragou com 365 a bordo, e apenas 23 foram resgatados.
terça-feira, 31 de março de 2009
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